Essa semana eu descobri um dos melhores blogs que existe na internet, é o Eu dou para idiotas (sim, esse é mesmo o nome). Fala sobre uma moça que realmente comete esse erro de abrir as pernas apenas para idiotas, o que nem é uma grande novidade, já que existem mais idiotas que caras legais e falo isso do alto da minha ignorância de idiota.
Leitura vai, leitura vem e percebo que ela toca, de forma sutil, num assunto ainda não abordado por mim aqui no Super Nada. Nunca falei de transas casuais, mesmo essa sendo a minha modalidade preferida de relacionamento entre um homem e uma mulher. Ela, a dona do blog cujo nome não me lembro, fala das chamadas rapidinhas com certa desenvoltura, nada muito apelativo, então nem visitem o blog esperando ler altos contos pornográficos, porém é importante dizer que ela expõe uma visão um pouco nova na internet, que é a visão da mulher que se sente superior aos caras com que transa, ou pelo menos foi isso que eu entendi, afinal de contas ninguém transa com um cara que acha idiota sem se achar melhor que o indivíduo.
Mas o que eu, Breno Cavalcante, tenho a dizer sobre as transas casuais? Bem, bem… Acho que posso começar explicando por que acho essa modalidade de transa a mais perfeita, então vamos lá…
Muitas vezes você ta em casa, de bobeira mesmo, e bate aquele tesão filho da puta. Até passa pela sua cabeça preguiçosa cometer o ato de auto flagelação, mas no fundo você sabe que aquela vontade só vai passar se for saciada pela presença de outro ser humano em contato físico com a sua pessoa, então o mal estar surge junto com a preocupação.
É nesse momento de desespero que você se pergunta: quem eu vou comer uma hora dessas? E você percebe como seria bom ter uma namorada ou algo do tipo, só para suprir momentos como esse. Mas ele é um ledo engano que os solitários costumam cometer, porque existe uma modalidade de copula que não necessita de um compromisso para efetuar o ato. A essa modalidade damos o nome de transa casual, que é quando você encontra um estranho(a) em uma balada, perde apenas meio papo (nunca mais que isso) de conversa e já parte para um motel.
Fico tentando lembrar quantas foram as vezes em que eu me encontrava em uma das minhas crises existência e numa conclusão mais que correta, percebia que era simplesmente falta de sexo. Então partia para alguma baladinha menos intelectual (um show de rock farinha, uma festinha de amigos ou até mesmo ir para a Lapa) e lá me encontrava com uma representante, nem sempre muito boa, do sexo feminino, acabando por ter relacionamentos intra viginais com a mesma. Ou até mesmo quando eu me deslocava até uma casa de perdição para saciar a sede de contato físico. Não foram tantas vezes como pode parecer, mas mesmo assim foram bons momentos.
A transa casual é a melhor porque exige bem pouco dos participantes, como camisinha ou estar em semi-estado de sobriedade e é um momento de descontração e aprendizado, tanto para o homem como para a mulher. Cometer a fornicação é o ato mais antigo da história da vida a dois. E o principal: não tem desvantagens, como um namoro ou uma ficada. Você só encontra alguém que esteja a fim de transar ou queira te aturar por quarenta e cinco minutos (poucas vezes eu passei disso, sei que é uma vergonha, mas sou sincero) e tem com essa pessoa o que levaria quase um mês de namoro, ou mais, para ter.
Não consigo entender como tem gente que acha estranho transar com um estranho. Eu não seria amigo de uma estranha, mas sexo eu faço sem problemas. Para ser amigo eu preciso de cumplicidade e confiança, já o sexo se me exige um pouco de conversa e uma discrição máxima na hora de entrar no táxi que leva até o motel.
Em fim… viva as transas casuais, que nos livram das noites chatas e ma dormidas e salvam do ostracismo cotidiano. E lembrem se de sempre usar camisinha.