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Forgotten Boys

Antes de tudo queria pedir desculpas pela demora na postagem, mas minha vida anda tão agitada que tentar levar qualquer coisa está se tornando impossível. É faculdade de noite, trabalho de dia, coisas para pensar, coisas para ler, ver e ouvir, que acabo nem tendo tempo para o blog, o flickr (não estou com a câmera) e qualquer outra integração virtual do ser humano com o mundo das máquinas (lia internet).

Porém mesmo não tendo muito tempo, quatro horas do meu dia ainda são dedicadas ao que eu chamo de maior expressão de arte que pode existir: a música! Sim, ainda escuto meu MP3 player enquanto estou indo ou voltando do trabalho e como sempre baixo sempre algum álbum novo durante o final de semana para poder fazer uma pequena avaliação e conhecer trabalhos de qualidade, afinal de contas no dia em que eu ficar surdo (o que não vai demorar muito) o mundo vai acabar de todos vão morrer… brincadeira, só eu vou morrer.

Vocês devem estar pensando no que de novo eu venho lhes trazer no campo do áudio, pois bem, se segurem nas cadeiras e agarrem seus mouses para eles não fugirem, porque dessa vez eu vou escrever sobre a banda Forgotten Boys! O que? Você não conhece o FB? É eu sei, não é daquelas bandas que aparece o tempo todo na TV e nem no rádio, mas não existe motivo para achar que esse post é inútil, muito pelo contrário, aqui você vai ler minha crítica (palavra feia) sobre Stand By The D.A.N.C.E, o álbum que me apresentou essa grande banda de pós-pre-punk ou seja lá o que é aquilo.

Para começar devo fazer uma pergunta simples: você se lembra dos anos 90? Então você deve ter na mente aquela cena musical horrível que era dominada por um estilo chamado axé vindo da Bahia que contaminava a alma das pessoas com um gosto extremamente horrível e que reinava em quase todos os lugares para onde nos deslocávamos. Foi diante desse cenário monstruoso que o Forgotten Boys nasceu. Dois garotos Gustavo Riviera e Arthur Franquini que cresceram ao som de bandas como MC5, STOOGES, Ramones e Johnny Thunders, se juntaram para tocar nada mais nada menos que o bom e velho rock e tentar aplacar essa coisa mortal chamada axé.

Anos se passam e o FB tem várias formações até que eu, um humilde ouvinte, baixe da internet o álbum mais recente (pelo menos que eu saiba) chamado Stand By The D.A.N.C.E. Até esse momento é uma história totalmente normal entre eu e as bandas boas que existem por ai, o diferencial está no fato de que escutei durante cinco dias direto a mesmo CD, mesmo quando não tinha vontade. Esse fato inusitado se deve a um pequeno problema com meu MP3 player, que num surto sem porquê excluiu tudo o que havia armazenado nos seus 2GB de espaço virtual, apenas deixando o CD do FB. Como eu sou uma pessoa preguiçosa, não fiz nada contra a atual condição do player e me resignei a escutar as mesmas músicas durante uma semana comercial (5 dias). E diferente do que vocês possam estar pensando, adorei cada momento e cada faixa repetida pelo menos umas 10 vezes.

Como compositores o FB não é a melhor banda de todos os tempos e muitas vezes o rock meio punk que eles tocam, não cai bem com a língua portuguesa que é cantada por três vezes nas músicas Não vou ficar, Bla Bla Bla e 5 Mentiras. Porém o inglês cai como uma luva na sonoridade do álbum e a melodia das músicas é ótima para quem gosta de ficar imaginando cada um dos instrumentos sendo tocados. Já as perolas do álbum ficam por conta de Stand By The D.A.N.C.E (primeira música, que é capaz de fazer cérebros explodirem), Buy Buy Baby e 5 Mentiras.

Então fica a minha dica para todos os que curtem um som mais esperto e agitado. Fiquem com Forgotten Boy e enquanto escutam, pensem em como é duro achar bandas boas por acaso na internet.

P.S: Pedir desculpa também por não estar comentando em todos os blogs por ai, mas prometo me atualizar.