Tem filmes que a gente vê e fica se perguntando o que extraiu de bom da uma e hora e poucos minutos que passou enfrente a tela de exibição. Claro que algumas vezes a resposta é uma só: nada, porque sempre vai existir um diretor, produtora ou estúdio inescrupuloso que só quer dinheiro.
Eu entendo que o objetivo de um filme é gerar renda. Primeiro para suprir os gastos com a produção e segundo para poder alimentar os Chiwawas que as mulheres dos diretores tem em casa. Mas existe também um segundo objetivo, subjetivo em todas as produções cinematográficas, seja ela de grande ou pequeno porte. Esse objetivo é o entretenimento de milhões de seres humanos que não tem vidas movimentas ou cheias de ação como as dos personagens ou que simplesmente querem passar algumas horas com suas mentes ocupadas com algo que valha apena.
Estranho eu pensar que o entretenimento das pessoas que pagam para ver os filmes seja o objetivo secundário? Sim, é estranho, só que é a pura verdade, o dinheiro está muito entranhado nisso tudo e não é de agora. Desde que a industria do cinema foi criada, o dinheiro é quem dita as regras.
Quantas vezes você foi levado a ver um filme por ter lido uma critica boa ou porque o ele ganhou um Oscar? Não sei a resposta de vocês, mas a minha é obvia. Cansei de me deslocar até as locadoras para tentar, repito TENTAR, alugar um filme que tinha acabado de sair em DVD e que “por acaso” havia ganhado prêmios mil. Porém o tempo foi me ensinando que nem sempre (quase nunca) a crítica é feita de forma “justa” por quem a escreve e o tal filme que foi ultra recomendado é uma completa porcaria (isso falando em termos de julgamentos baseados em consenso geral).
O sentido de crítico até se perdeu com o tempo, ou talvez tenha sido eu que idealizei crítico como aquele ser humano treinado para atestar a qualidade de algo baseado nos critérios e padrões de senso comum. Fatos e feitos que eu não vejo mais. Neguinho agora vê o filme (as vezes nem vê) e só repete aquilo que outra pessoa já disse e assim começa um ciclo interminável (redundância de minha parte já que ciclos nunca terminam) de merdas e mais merdas sendo ditas sobre o que se está passando nas salas de cinema. É triste porque o espectador não entende como o crítico X pode ter achado aquela bosta uma obra de arte e sai da sala se achando um medíocre na arte de avaliar filme. Posso dizer que a frase certa para esses momentos é: “Será que eu deixei passar alguma coisa?”.
Antes de terminar esse post com uma parte especial que preparei para vocês, gostaria de deixar claro a diferença de um crítico de música e um crítico de filmes/cinema na minha humilde opinião. Críticos musicais, antes de escrever algo sobre o álbum que vai ser avaliado, tem que fazer uma emersão completa na vida, história e trabalho do artista criador, pois música é mil vezes mais subliminar que qualquer filme. Não estou desmerecendo a profissão de critico cinematográfico e nem do cinema em si, só estou mostrando um ponto que para mim parece óbvio. Por essas e outras, não quero ninguém me xingando e dizendo que generalizei os críticos do mundo todo, até porque já falei deles aqui no blog em um outro momento e minha opinião era totalmente diferente da que é agora. E alias, eu não sou crítico de cinema e muito menos de música, apenas dou os meus pitácos.
Chegamos agora a parte boa…
Vou fazer uma pequena listinha dos meus filmes de violência favoritos. Não é lá grande novidade os nomes que vão aparecer, mas eles virão acompanhados de uma breve sinopse (que não foram feitas por mim) e o link para um site que fala sobre filme, não aparecendo em ordem de importância. Espero que vocês curtam e de alguma forma sejam influenciados pelo meu gosto hehehe…
DIA DE TREINAMENTO (Training Day, EUA, 2001) – Jake Hoyt (Ethan Hawke) é um jovem policial de Los Angeles que sempre sonhou em entrar para a equipe de narcóticos da polícia local. Quando finalmente consegue o posto, recebe como oficial de treinamento e parcerio Alonzo Harris (Denzel Washington), um policial veterano e corrupto. Exposto a todo tipo de corrupção, o jovem policial é obrigado a participar desses acontecimento realizados por Alonzo, a fim de encobrir um engano cometido por ele junto à máfia russa, que pode fazer com que ele seja morto se não conseguir uma grande quantia de dinheiro.
PULP FICTION – TEMPO DE VIOLÊNCIA (Pulp Fiction, EUA, 1994) – Vincent Vega (John Travolta) e Jules Winnfield (Samuel L. Jackson) são dois assassinos profissionais encarregados de fazer as cobranças para um gângster, mas, durante um trabalho, passam por vários imprevistos. Em outro momento, Vincent recebe a incumbência de cuidar da esposa de seu chefe (Uma Thurman), que procura diversão a qualquer custo, colocando-o em maus lençóis.
Neste filme, o diretor Quentin Tarantino reinventa a violência dos gângsteres americanos, misturando elementos de narrativas de quadrinhos e videogames numa história que brinca com a ordem clássica da montagem e do roteiro, misturando o tempo dos acontecimentos. Pulp Fiction é considerado um dos mais importantes filmes americanos dos anos 90 e teve sete indicações ao Oscar (1994), vencendo na categoria de Melhor Roteiro Original. Ganhou também a Palma de Ouro no Festival de Cannes.
ROCKNROLLA – A GRANDE ROUBADA (RocknRolla, Inglaterra, 2008) – Quando descobre-se que o próximo grande negócio de um mafioso russo dá errado, milhões de dólares ficam à solta e prontos para ser agarrados. Todos os principais bandidos em Londres estão à caça do dinheiro. Desde um chefão do crime até uma contadora sexy, todos querem a chance de enriquecer rapidamente.
CHAMAS DA VINGANÇA (Man On fire, EUA/ México, 2004) - Creasy (Denzel Washington) é um ex-soldado norte-americano que mora na Cidade do México. Mesmo relutante, acaba aceitando um trabalho no qual irá proteger a menina Pinta Balleto (Dakotta Fanning), cujos pais são constantemente ameaçados de seqüestro. O carisma de Pinta conquista-o, fazendo com que o relacionamento entre eles se torne cada vez mais amistoso. Quando ela é seqüestrada, sua sede de vingança surge de uma maneira incontrolável. Ele tem de encontrar os responsáveis pelo ato e recuperar a menina, a qualquer custo.
9 Comentários
Bom, eu ando assistindo filmes mais underground, e tenho gostado muito, como os da Penelope Cruz, filmes crus, reais, que apresentam a vida como ela é, cheia de desejos loucos, depressões fora de hora, pessoas insanas e dúvidas frequentes. E nem sempre esses que eu vejo passam no cinema ou sequer são citados pela crítica. Eu acabei de dar ao meu pai pulp fiction, bom saber que presta! E Chamas da Vingança acho que eu vi e é muito bom mesmo. Os outros ficaram de dica! É que eu sou especialista em não ter visto tudo que todo mundo já viu…ehehhe!
Abraços.
Fábio.
Raramente mesmo vejo um filme que esteja bombando no cinema por assim dizer. Mas tenho um bom dedo p/ escolher apenas lendo uma crítica ou vendo o trailler. Foi assim com o Curioso caso do Benjamin Button.
Eu já assisti o primeiro e o ultimo filme (aliais estou morrendo de sono pois ontem fiquei acordada assistindo “Chamas da Vingança” na Globo). Gostei muito dos dois mas não é o típo de filme que eu constumo assistir.
Concordo com a sua opinião em relação a diferença de um crítico de música e um critico cinematográfico. Sinceramente, para mim, esses críticos não servem de nada. Eu nunca escutei uma música ou fui assistir um filme só porque um carinha falou isso e aquilo dele. To nem aí para a opinião desses caras!
Beijo Breno.
PS.: Tive um problema com o vídeo. Acho que esse fim de semana consigo te mandar outro.
esse Chamas da Vingança passou acho q ontem na Globo…
heuheuehuhuhuheuehuehueh
bjs
vc e seu instinto crítico hein auhau
eu nem posso opinar, afinal qse nao assisto filmes “famosinhos”…sempre pesco um bem a toa na tv a cabo. De preferencia um que foi sucesso na sessão da tarde nos anos 80. Outros que nem existem na lista do imdb…
Não que eu abomine locadora, mas prefiro meu jeito pescadora de filmes de ser uahauhauha
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Bom, não há como negar que as críticas influenciam se eu vou ou não ver determinado filme. Mas normalmente eu procuro saber a opinião dos meus colegas. Eles tem minha idade, gosto parecido… Enfim, a chance deles gostarem do mesmo filme que eu é muito mais alta.
Seu post me fez divagar um pouco… e cheguei a conclusão que os produtores pensam bastante no entretenimento do público.
É triste, mas a maioria dos filmes que “teoricamente” são uma merda, são justamente os mais vistos no cinema, logo, o público está saciando o seu desejo de entretenimento. Um exemplo atual? Velozes e Furiosos 4 bombando em todas as salas desse nosso Brasil.
Quer dizer, eles pensam em gerar dinheiro principalmente, mas conseguem entreter aquele público que quer ficar 120 minutos vendo aquele tipo de coisa, mesmo extraindo pouca coisa que preste.
Oi! Voltei!^^
Num sei se você lembra de mim, mas estava olhando os meus comentários e achei um seu, entrei no seu blog e comeceia a ler o post(cá entre nós muito interessante e verdadeiro). Gostei muito do que li, e gostaria que você passasse lá no meu blog se possível ia adorar uma visita sua novamente!^^
Bjos tudo de bom!
que post imenso..rs mas li a primeira parte e tbm detesto esse tipo de dica e comentário..